Música


PLUTÃO JÁ FOI PLANETA LANÇA DISCO “A ÚLTIMA PALAVRA FECHE A PORTA”



Só amor pelo novo trabalho da banda Plutão Já Foi Planeta, A Última Palavra Feche a Porta tem produção de Gustavo Ruiz e participações mais que especiais de Liniker e Maria Gadu e já esta disponível. Para quem curte a banda vai encontrar músicas tons intercalados entre suaves e densas.

Poesia que é, além da protagonista estrelada do quinteto musical, quase sempre ponto de partida para as letras assinadas por Natália e na qual deságuam as narrativas e reflexões de Nuno Campos (Sapulha), ao lado dos parceiros Gustavo Arruda e Luana Alves, ou da própria Natália, Pelas canetas dos três compositores da banda e de sua assídua colaboradora, saudade, amor, memória, cotiadiano e esquecimento permeiam todo esse universo sensível de belas canções.

Formada em setembro de 2013, a banda é composta atualmente por Natália Noronha, Gustavo Arruda, Nuno Campos (Sapulha), Khalil Oliveira e Vitória de Santi. Com influências como John Frusciante, Little Joy, Mutantes, Los Hermanos e grupos do indie pop britânico atual, como Bombay Bicycle Club e Little Comets, O PJFP encontra sua assinatura num pop balsâmico.

Um pouco sobre a história da banda, Plutão Já Foi Planeta – PJFP foi criada quando os integrantes da Beto Rockfeller, banda cover de rock, composto por Gustavo, Nuno (Sapulha) e Rafael Bezerra, primeiro baixista e tecladista da Plutão Já Foi Planeta, decidiram se enveredar por um projeto autoral, em 2013. Os músicos buscaram uma vocalista e encontraram a preciosa voz de Natália, que já compunha músicas que divulgava na internet. Desde então, escrevem e criam arranjos juntos, numa mistura espontânea de suas diferentes referências.

Em agosto de 2014, Rafael Bezerra precisou deixar a banda para se aventurar em um intercâmbio cultural na Alemanha. Foi então que chegou a segunda garota da banda, Vitória de Santi. Em junho de 2015, Raphael Andrade precisou se ausentar e Khalil Oliveira tornou-se o novo baterista do quinteto. Em maio de 2014, ainda com a primeira formação, a banda gravou seu disco de estreia, que tem sete faixas autorais, incluindo “Daqui Pra Lá”, faixa-título do álbum, lançado em outubro. O disco teve lançamento virtual, com download gratuito na página da banda no Bandcamp e no Facebook. “Daqui Pra Lá” foi gravado no Estúdio DoSol e contou com colaborações de Henrique Geladeira, Anderson Foca e Yves Fernandes e mixagem de Eduardo Pinheiro, do Estúdio Megafone.

Em novembro de 2014, no Teatro Riachuelo, Plutão Já Foi Planeta foi consagrada a Revelação Musical do RN pelo Prêmio Hangar de Música. A banda, que já marcou presença na maioria dos palcos de Natal, é destaque na  efervescente atual cena de rock da cidade, além de se apresentar frequentemente em vários estados do nordeste e em todo o Brasil.

Em julho de 2015, PJFP realizou sua primeira turnê no estado de São Paulo e participou da Feira da Música em Fortaleza (CE) e do consagrado Festival Mada ao lado de nomes como Pitty, Nando Reis e Nação Zumbi. Tocou no Festival Dosol 2015, em Natal, e na Dosol Tour, que passou por diversas cidades do interior do RN. Foi vencedora do prêmio de melhor banda do estado do Troféu Cultura e fechou o ano com show durante o aniversário da cidade, em Natal.

Em 2016, PJFP foi finalista do reality show “Superstar”, da Rede Globo, no qual apresentou sete músicas autorais ao longo do programa. Também participou do Festival Rolling Stone e conquistou diversos prêmios como o Hangar e troféu Cultura, ambos do Rio Grande do Norte, e de  banda revelação do canal Riff, do Rio de Janeiro.

 Vamos falar de música agora? 

FAIXA A FAIXA

1- ALTO MAR (Natália Noronha)
Natália: Como quase tudo que escrevo, esta música partiu de uma poesia, com versos curtos e rimas. O foco desta canção está na formação das rimas e lógicas e não numa narrativa. É minha composição mais recente entre as que entraram para o novo disco e é sobre como conseguimos mentir para nós mesmos.

2- O FICAR E O IR DA GENTE (Gustavo Arruda, Nuno Campos ‘Sapulha’ e Natália Noronha)
Natália:
Essa música é bem marcante porque foi a primeira a primeira letra que escrevi com Nuno (Sapulha) e Gustavo. Retrata as idas e vindas da saudade.

3- DEIXA PRA LÁ (Nuno Campos ‘Sapulha’ e Luana Alves)
Nuno (Sapulha):
Primeira parceria entre mim e Luana Alves neste disco, a música fala sobre um relacionamento em que uma das partes se conforma com o fim, como algo natural, e a outra, ainda tenta manter a união.

4- MESA 16 (Natália Noronha)
Natália: Esta música é uma narrativa de um breve momento entre duas garotas em um bar, durante a Copa do Mundo de futebol de 2014.

5- ME LEVE (Nuno Campos ‘Sapulha’ e Luana Alves)
Nuno (Sapulha):
Vi um urso de pelúcia abandonado em cima de um sofá velho na rua e escrevi, em parceria com Luana Alves, esta letra da perspectiva do urso que passou a vida servindo à alegria dos outros e acabou sozinho. No final, ele percebe que pode viver para sua própria alegria. Depois, percebi que a música também poderia se referir a uma situação de relacionamento abusivo.

6- ANNA (Gustavo Arruda e Nuno Campos ‘Sapulha’)
Nuno (Sapulha): Mais uma canção escrita em parceria com Gustavo Arruda. A letra foi inspirada em uma aula de psicanálise, da faculdade de filosofia, que falava de Anna, uma paciente de Breuer. Um caso que intrigava Freud. Achei bem peculiar sua história e me coloquei no lugar do narrador de seu dia a dia. As características dela são citadas na letra: Problemas de visão, aceitação, quando arrancava botões, etc.

7- INSONE (Natália Noronha)
Participação de Liniker

Natália: Esta música também é sobre saudade, falta, ausência. É uma faixa interessante porque tem uma pegada mais maliciosa, acordes menores, uma vibe bem soul. Gosto bastante, é uma das minhas preferidas.

8- DUAS (Gustavo Arruda e Nuno Campos ‘Sapulha’)
Nuno (Sapulha):
A letra inteira retrata um pequeno momento em que duas garotas acordam juntas e brincam embaixo dos lençóis e como essa situação rápida e esse lugar tão pequeno é o mundo todo pra elas. A letra, outra parceria com entre mim e Gustavo Arruda, também brinca com o universo da pintura.

9- POST-IT (Natália Noronha)
Natália: Uma canção sobre esquecimento, de curto ou longo prazo, de coisas, amenidades e pessoas. Todo mundo esquece alguma coisa. É uma letra bem pessoal porque é um resumo do meu jeito esquecido. Khalil, Vitória, Nuno (Sapulha) e Gustavo sabem bem!

10- QUEM SOU (Gustavo Arruda e Nuno Campos ‘Sapulha’)
Nuno (Sapulha):
Compus esta faixa com o Gustavo Arruda para um curta-metragem chamado “O Vôo do Pássaro Multicor”, que conta a história de uma palhaça de rua que sofre de Alzheimer e é impedida de apresentar sua arte por seus familiares. A letra narra essa trajetória da decadência e do abandono dos palcos até o momento épico de retomada de consciência e volta da arte. O instrumental acompanha a roupagem circense.

Quer escutar?

soundcloud.com/plutaojafoiplaneta

Dica de boa música e muito amor, vejo vocês por ae, beijo em todos e bom final de semana. #KaduComK