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A saturação do xadrez da Burberry e como as marcas são afetadas pelas réplicas



O tradicional xadrez da Burberry sempre presente nas campanhas | Fotos: REPRODUÇÃO

Mesmo que você não conheça a marca britânica Burberry, aposto que já deve ter visto algum amigo seu desfilando com um modelo de t-shirts por aí com o tradicional xadrez nude com listras em branco, preto e vermelho, certo?

No meu ciclo de convivência e aqui em Natal mesmo, é raro alguma pessoa não ter uma peça Burberry.  A quantidade de publicações com as roupas da marca é algo que torna até cansativo para quem olha. Logo estranhei a veracidade e qualidade dos produtos, afinal, por aqui não temos nenhum revendedor autorizado ou representante Burberry. No caso, o ponto de vende mais próximo é no Shopping Rio Mar, em Recife.

Em pesquisas de mercado, procurei saber por quanto essas multimarcas comercializavam as roupas da grife em questão. Logo me surpreendi com o valor que passeia pela casa dos R$200,00 reais, tendo em vista que, as camisetas em sites oficiais e confiáveis, não saem por menos de R$1000,00.

O que mais me impressiona é que, muitos desses consumidores apenas não sabem a origem da marca, como não tem noção do seu espaço no mundo da moda internacional, ou até mesmo, como são velados por “modismo”. Sim, o ato de seguir a maré para parecer cool na rede social, ou ser aceito em uma determinada roda.

Te conto um segredo: comercializar roupa fake e consumir é cafona.

O resultado de falsificação e plágio é considerado crime. Recentemente, a Burberry conseguiu ganhar uma causa de anos contra a rede americana Target por plagiar o dito xadrez criado em 1920.

Com isso, a Burberry procura consolidar seu DNA que através da estampa vem ultrapassando gerações, tornando-a assim, uma marca registrada.

Colocando em contrapartida o fator econômico e de imagem, o segundo ponto é o mais afetado. O propósito das marcas de luxo é, sem sombra de dúvidas, criar desejos e sonhos nas pessoas. Além de vender para um seleto grupo de clientes ao redor do mundo. A popularização desenfreada pode causar um incômodo aos compradores fidelizados, por exemplo.

É possível se vestir bem sem precisar apoiar o mercado pirata. Tantas marcas bacanas estão espalhadas por aí, e que, acima de tudo, trabalham dentro das leis necessárias para comercialização.